sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Cogitações (6)

O primeiro-ministro visita a Índia por estes dias. Pouca atenção pude dar a tal facto, mas não posso deixar de notar, não obstante a pequena pesquisa que fiz, a ausência de tratamento jornalístico, pelos meios de comunicação portugueses, da situação económica e social indiana depois da decisão de Modi de banir 87% da massa monetária em circulação.

Pude ver uma reportagem acerca de um modelo de camisa muito célebre, pois é igual ao que Modi usa. Uma outra envolvia a camisola da selecção portuguesa de futebol. E, claro, várias digressões acerca das raízes familiares do pm português.
Alguma referência à actualidade da economia e sociedade indianas? Alguma referência a isto? A isto? Ou ainda a isto?
Alguma análise ao recrudescimento do nacionalismo indiano? Manobra de aparente contenção do Paquistão pela hostilidade, que Modi tão perigosamente conduz?

Assim vai a narrativa em mais um acto ensaiado. E ainda há quem se questione por que razões enfrenta profunda crise o serviço jornalístico? Este "lapso" é apenas uma centelha brilhante da impossibilidade da neutralidade jornalística e da sua subserviência ao poder político.
E não é apenas pelos EUA ou a propósito de Trump e da sua eleição.
Fake News? É isto. Fabricadas e transmitidas pelos meios de comunicação convencionais, esses "guardiões da verdade", essas soberbas "instituições vigilantes dos agentes do poder"...

domingo, 8 de janeiro de 2017

Citação do Dia (196)

Party Hardy ou Festa Rija

(...)Os fundos de pensões ou já estão em incumprimento ou precisam de encontrar financiamento de qualquer maneira e a maneira como o estão a fazer é procurando financiar-se com mais dívida e a assumir mais risco em investimentos bolsistas.
Um ponto preocupante que não me canso de sublinhar é o seguinte: os investidores estão a conduzir a valorizações de activos para que entidades que não enfrentam consequências pessoais por pagarem excessivamente os possam comprar: os bancos centrais e as próprias empresas a recomprar os seus títulos."
Northman Trader, "2016 Market Review: Party Hardy".

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Balanço e Contas

Alguns balanços


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Fonte: Visual Capitalist.

Destaca-se a comparação com os índices que surgem na base da tabela. Quem lê os meios convencionais nem percebe tal subtileza.

Adenda: Anexamos mais umas tabelas para completar a análise (fonte)



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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Perspectivar

Odisseia pelo Espaço e pelo Tempo

“Metafísico. Mas toda a vida é uma metafísica às escuras, com um rumor de deuses e o desconhecimento da via como única via.”

Fernando Pessoa, "Livro do Desassossego", #158 - O Rio da Posse.


Nicolas Rivals


Aproxima-se o final de mais um ano e os momentos de balanço vão visitar-nos. Para estimular o exercício de perspectiva e contextualização, propomos uma grande citação, uma enigmático-sugestiva imagem e uma proposta musical experimentalista o suficiente.
Que as nossas odisseias possam ser muito ricas. E as perspectivas sobre o futuro em que seremos, mais nobres e livres.

Saudações a todos.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Tempo(s)


Edelmann


Reiterando, teimosamente, a ideia de que a realidade se-nos apresenta rugosa, assimétrica e plena de dimensões sombrias, desafiadora, esta exige-nos uma boa dose de sentido crítico.

Aos leitores do Espectador Interessado, os seus autores desejam Festas muito Felizes.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Realidades domesticadas

Um exagero até que...

Por aqui, há algum tempo que acompanhamos os mercados dos metais preciosos. Esse interesse foi sempre acompanhado de uma constatação fundamental: o mercado dos metais preciosos, especialmente os monetários, não pode estar a funcionar livremente. A medição do seu valor em papel-moeda não pode estar a resultar das dinâmicas da oferta e da procura.
O que se entende, pois sendo as verdadeiras constantes da medição de valor - historicamente testadas e comprovadas -, os metais desafiam os ímpetos manipuladores dos curadores de serviço. Pelo que denegrir o único instrumento que pode espelhar, com mais fiabilidade e estabilidade, as preferências económicas é algo que apraz aos mesmos curadores. A bem de manter o jogo da roleta.

Ao longo dos últimos anos, muitos são os casos que se tornaram públicos de bancos e agências de investimento que são acusadas de conluio para manipular os respectivos mercados. Sejam as taxas interbancárias ou os custos associados a certos serviços bancários e financeiros. Destes, vamos tendo notícia nos episódios da narrativa colectiva que os meios de comunicação vão publicando. Mas e aqueles?
Por que razão não são escrutinados os episódios de descarada manipulação dos metais monetários? Se eles representam - para aforradores, empresas ou estados - um referencial de segurança e fiabilidade financeira tão relevante?

Sinal da importância em referir estes casos, sempre foi a tradicional reacção de quem os quer desvalorizar. Em particular quando se lê, ouve e vê descrever o interesse acerca destes casos como exclusivo de pessoas com motivos obscuros, que se divertem a tentar descobrir teorias de conspiração em qualquer acção dos governos, e por aí fora. Aliás, o facto de alguém ter interesse em poupar através dos mesmos metais recebe a mesma reacção.
Talvez desconheçam estes arautos da realidade normalizada que este tópico, como poucos, toca tão fundo nas tensões valorativas entre Liberdade e Igualdade, entre Diferença e Totalitarismo, progresso e estagnação (económica e cultural).

Duvidam os leitores que os comunicadores desta realidade normalizada conhecem o que se passa? Que estão calados ao serviço, isso sim, de causas obscuras?
Oiçam-se os primeiros segundos deste pequeno vídeo que publicamos abaixo. A comunicadora diz: "Já sabemos que isto acontece...". Se já sabem, porque se entretêm a desvalorizar, a esconder, a não oferecer destaque na análise cuidada, crítica e livre este tema? Por que razão recorrer à acusação ou à condescendência?
Deve ser, precisamente, pela importância do tema. Pela necessidade de conter e guiar a Narrativa Oficial.
É quanto baste para o trazer à atenção dos nossos leitores.

Faz-se referência também a um excelente artigo de um conhecedor do mercado dos metais preciosos Bron Suchecki e a uma recolha de materiais acerca do mais recente contributo que o Deutsche Bank (exactamente um dos que foi apanhado este ano a fazer patifarias e que agora faz de informador) forneceu para esta investigação (aqui).
Para não esquecer o já clássico livro de Dimitri Speck, "The Gold Cartel", onde se efectua um estudo estatístico e circunstanciado das manobras de entorse ao mercado de metais preciosos. Pelos suspeitos do costume.



sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

A versão contemporânea da guilhotina humanitária

Rui Ramos está preocupado com o alheamento ("humanitário", claro) que antevê por parte do mundo ocidental com o fim da Pax Americana, que a expulsão dos terroristas (ele preferirá "rebeldes") de Alepo-Leste seria um seu indício, agora que Donald Trump protesta a sua vontade de acabar com a já antiga política de "mudança de regime", entretanto abertamente prosseguida com inaudita veemência no século XXI.

Pois desde a década de 1990 que o poder imperial não tem tentado fazer outra coisa. Desde os Balcãs e o Cáucaso na década de 1990, para onde caminharam os então excedentários "combatentes da liberdade" no Afeganistão, que logo aí se exercitaram no corte de cabeças, até ao paroxismo após o 11 de Setembro. Com o retomar da guerra no Afeganistão, agora contra os Talibã, e desencadeada que foi – na base de uma mentira convenientemente fabricada – a desastrosa (ou criminosa?) guerra no Iraque, os antigos “combatentes da liberdade” retomaram o seu estatuto de terroristas, até que tornaram à condição de “combatentes da liberdade” quando deram jeito. Primeiro na Líbia para ajudar ao derrube de Kadhafi e depois na Síria para alimentar convenientemente a farsa de uma “guerra civil”.

No ínterim, sob a inspiração teórica do cientista político Gene Sharp, decorreu toda uma longa campanha de “golpes suaves” que se iniciou em 2000 com o derrube de Slobodan Milošević pela actuação da Otpor (‘Resistência’, em sérvio). Aí foi criado o template e o conjunto de formadores para os activistas das revoluções coloridas (Geórgia, Ucrânia, Quirquistão, Birmânia) com a prestimosa ajuda de numerosas NGO, entre as quais a generosamente financiada OSI de George Soros. Este template, com a ajuda das novas tecnologias, esteve depois presente nas “primaveras árabes” com os resultados que se conhecem, e onde gigantes tecnológicos como a Google, o Facebook e o Twitter cumpriram papéis relevantes (no caso desta última, chegou ao ponto de ajustar as horas de manutenção da plataforma!).

Estamos assim, quinze anos volvidos sobre a “guerra ao terror”, com sete (7) países a serem bombardeados com regularidade – Afeganistão, Paquistão, Iraque, Síria, Líbia, Iémen e Somália. Só no Afeganistão e no Iraque estima-se que o custo das intervenções militares seja da ordem dos seis milhões de milhões de dólares (um ‘6’ seguido de doze zeros). As vítimas contam-se pelas dezenas de milhões, entre mortos, feridos e deslocados. Os países atingidos viram as suas infra-estruturas quase totalmente destruídas, o que significa longas décadas de reconstrução. E o que têm os intervencionistas e os supostamente afligidos por questões humanitárias para mostrar? Que Saddam Hussein e Kadhafi estão mortos?

É disto que Rui Ramos já está nostálgico? Do não alheamento ocidental?

sábado, 10 de dezembro de 2016

Radar

No seguimento dos nossos artigos acerca da manobra de ilegalização e mudança de mais de oitenta por cento do papel moeda na Índia, deixamos aqui uma ligação para um conjunto de relatos do que se passa, efectivamente, na sociedade indiana por estes dias (ver aqui).
Depois do beneplácito dado por Rogoff, a ideia decerto ganhará adeptos mais intensamente numa Europa falida e refém de políticos desejosos de "novidade tecnológica" para fazer disparar o crescimento.
De quê, saberemos depois.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Carta aberta de um americano, agente russo, a Vladimir Putin

Paul Craig Roberts
Independentemente do que se pense ou deixe de pensar acerca de Donald Trump, o facto é que nunca antes desta refrega eleitoral, nem mesmo durante os anos da II Guerra Mundial, se verificou uma tão ampla e violenta campanha contra (ou mesmo a favor) um candidato presidencial nos Estados Unidos. Se pensarmos em termos de Ocidente, essa campanha não foi menos virulenta, nem menos enviesada na Europa. Entre nós, não dei conta de um jornal, muito menos de um canal de televisão, que fosse sequer longínquamente neutro na disputa. Não dei conta de um político, de um jornalista que fosse pró-Trump antes de conhecerem os resultados eleitorais, o que, em circunstâncias "normais", seria, até estatisticamente, impossível. Por cá, só dei conta desta expiação. No grande esquema das coisas, a cadeia RT foi - é - a grande excepção. Conhecidas as relações, pelo menos financeiras, com a Rússia de Putin, as acusações à RT, que já vêm desde o seu início, subiram imenso de tom. Tornaram-se até histéricas. Não foi a Rússia de Putin acusada de interferir e mesmo manipular a campanha eleitoral, por exemplo, promovendo ataques informáticos para revelar emails embaraçantemente reveladores? E agora que a media tradicional, foi derrotada fragorosamente pelos novos canais e redes de comunicação, que mais se haviam de lembrar que descobrir websites de "notícias falsas"? De chegar ao ponto de o parlamento europeu acusar a RT de ser um desses canais e "recomendar" intervenções para remediar a irradiação de "notícias falsas"? Paul Craig Roberts ganhou a distinção de ter sido indicado como um dos mais de 200 websites de "mentiras". Resolveu, em conformidade, escrever uma carta a Vladimir Putin cuja tradução me pareceu pertinente. Ei-la:

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Master Class - Keith Weiner

"Poder de Compra do Rendimento"

Partilhamos com os nossos leitores uma palestra de Keith Weiner organizada pelo American Institute for Economic Research - AIER. O orador é um proeminente teórico da visão de Antal Fekete e tem dinamizado a produção de conhecimento económico e financeiro no Gold Standard Institute e em Monetary Metals.
Neste último, Weiner conseguiu recentemente financiamento para o lançamento de um novo produto de investimento em Ouro - onde o rendimento é pago em ouro, precisamente.
Nesta palestra, Weiner procura mostrar as profundas contradições conceptuais do actual sistema monetário e financeiro global do ponto de vista da Nova Escola Austríaca, que resultam das perspectivas de Keynes e Friedman.

Alguns dos pontos abordados são:
- as actuais visões teóricas (e práticas) acerca do sistema estão erradas quanto ao foco da sua análise (especialmente a errada concepção das taxas de juro e natureza do crédito);
- a destruição de capital (e a desvalorização monetária) no último século;
- uma nova visão da produção da riqueza - a produção e o investimento, não o consumo;
- apresentação surpreendentemente simples de um novo indicador: poder de compra do rendimento.

A interpretação aqui apresentada da actual situação é sintetizada por Weiner numa imagem muito clara: estamos a gravitar para um buraco negro. Não há como pensar de outro modo. Assistimos a uma destruição sem precedentes de capital. O orador avisa: mesmo os que ainda julgam beneficiar da situação estão adormecidos, pois também estão a fazer desaparecer riqueza.

Boas reflexões.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Contra um mundo infestado de auto-nomeados peritos

Ante-Scriptum: devo um pedido de desculpas por esta longa ausência sem uma palavra de explicação. O problema é que não há explicação, e, portanto, não pode haver desculpa. Hoje, senti que devia voltar. Veremos se para continuar. Em qualquer caso, um muito obrigado aos leitores do Espectador Interessado.

Eduardo Freitas
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Há dias, um colunista de esquerda protestava o seu total apoio à globalização deste que se assegurasse que todos ganhassem nesse processo, o que não estaria entretanto a suceder. Ora, que entidade existe que "assegura" o que quer que seja? Aquela salvaguarda mais não era que um novo apelo a um ainda maior intervencionismo estatal, seja no plano nacional através de compensações aos "deserdados" da globalização, seja no plano supranacional onde "peritos" desenhariam acordos de "livre" comércio onde prevalecesse a "equidade" na distribuição dos seus benefícios.

Uma monstruosidade deste calibre, uns bons furos acima dos tratados multilaterais de "livre" comércio que a elite globalista tem tentado fazer avançar, à semelhança da sua "gestão" da cada vez mais suspeita vaga migratória que vivemos, é obviamente inaceitável para qualquer espírito livre.

Por favor não me entendam mal. Eu sou inteiramente favorável à globalização entendida como o resultado natural da divisão e especialização do trabalho internacionais. Por exemplo, fui e sou, um defensor das sweatshops porque não me incomoda a alegada "exploração" dos seus trabalhadores por pérfidas multinacionais quanto é ela que permite retirar milhões da pobreza mais abjecta em que antes viviam. Isto enquanto a canalha progressista vociferava contra a concorrência "desleal", a "escravização" dos operários com soldos "miseráveis" e, pasme-se, a utilização de trabalho infantil (como se antes as crianças adolescentes não trabalhassem em condições muito piores e a ganhar muito menos ou, simplesmente, morressem à fome ou de doença).

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Derradeiros Propósitos

Estaremos atentos? A recente manobra de Modi (pm indiano) de proceder à proibição e ilegalização de 86% das notas em circulação na Índia está completa. O balanço não é completo mas, depois de registadas mortes e muita tensão nas filas para trocar as notas, um dos cérebros desta tendência - Kenneth Rogoff - já procedeu à sua celebração.
O artigo do seu blogue é exemplar. Aponta, com clareza é preciso sublinhá-lo, a direcção que "os mercados avançados" devem seguir. Ou seja, temos um Missionário a dizer o que acontecerá.
Estamos atentos?
Traduzo um dos parágrafos do artigo que Rogoff publicou (ver aqui), pela clareza das razões que estão - de facto - na base de todas as iniciativas desta natureza (sublinhados meus).
Veja-se:

"Estará a Índia a seguir o roteiro expresso em "The Curse of Cash"? A sua motivação parece ser essa, de facto. Um tema central nesse livro é que ainda que os cidadãos dos países avançados (sic) usem papel-moeda extensivamente (no caso dos EUA 10% das transacções), a maior parte da moeda física é mantida na economia paralela, alimentando a fuga aos impostos e o crime."

Ou ainda:

"De facto, os países em vias de desenvolvimento partilham dos mesmos problemas e a corrupção e a falsificação (de moeda - NT) é ainda pior. Simplesmente trocar as notas velhas por notas novas tem tantas vantagens quanto a intenção de eliminar, por completo, as notas de maior denominação. Qualquer pessoa que apareça para trocar largos montantes de papel-moeda torna-se vulnerável às autoridades legais e fiscais."

Ora o que estas inteligências não parecem ver (vêem mas não dizem, só pode) é que, a coberto da luta contra o crime, estas decisões são, na sua essência, manobras de confisco. É esse o seu derradeiro propósito.
Por mais que o repitam estas inteligências, é impossível não entender o seguinte: a hipótese de eliminar a economia paralela e reduzir, como causa, a carga fiscal é falsa.
O que se vê, tanto no presente como num contexto histórico mais alargado, é que o aumento da carga fiscal é constante (acompanha o crescimento do estado) e nem a melhoria na eficácia da máquina fiscal possibilita a diminuição da carga fiscal.
Mas as inteligências tanto repetem a mentira que ela se impregna na mente de todos como verdade.
Aliás, o título do livro de Rogoff é bem claro a revelar o pressuposto por detrás de toda a manobra: a maldição do papel-moeda.
É claro, não é?

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Radar

A realidade narrada está impregnada de análises a mais um "acontecimento improvável". Não devíamos, antes, considerar as "surpresas" - a eleição de Trump e o Brexit - como resultados lógicos?
Falando de verdadeiras inevitabilidades, aquelas que vão sendo construídas e apresentadas pelos Narradores, o ritmo da sua concretização intensifica-se nos momentos de maior distracção. Há, claramente, uma tendência e ninguém parece preocupar-se em questionar a direcção.
A Índia decidiu terminar e recolher as notas de maior denominação. Veja-se a notícia e a declaração do banco central indiano (RBI). Esta última é uma pérola, um exemplo do esmerado esforço de estancar o pânico e o "papão" é sempre o mesmo: acabar com o crime. Quase um manual de sobrevivência. Uma delícia.
E na Austrália a manobra está igualmente a começar.
Alguém conhece lugar onde estas inevitabilidades mereçam uma pequena parte da atenção que recebem tópicos tão relevantes e metafísicos como os desvarios de Trump ou os contratos de Cristiano Ronaldo?
Gostava tanto de saber.